Carga horária: 12 horas

Proposta: Por muito tempo se questionou se haveria um cinema fantástico no Brasil para além do mítico personagem Zé do Caixão, criação de José Mojica Marins. Nosso cinema raramente se remete com tanta convicção ao gênero que se convencionou como fantástico, pelo menos aquele inspirado nas narrativas e mitologias estrangeiras. Um olhar atento, no entanto, revela uma filmografia extensa – e cada vez mais numerosa – que brinca com as possibilidades do estranho e do maravilhoso. Em 1936, com um pozinho mágico se pôde ressuscitar O jovem tataravô. Figura emblemática do folclore brasileiro, O saci ganhou as telas em 1953. Em 1947, com Uma aventura aos 40, já tínhamos uma televisão interativa. O curso propõe fazer um panorama histórico pelo cinema fantástico no Brasil, apontando tendências, obras, diretores e caminhos seguidos.

Assuntos abordados:

– O que é cinema fantástico?
– Precursores do cinema fantástico brasileiro
– José Mojica Marins e o horror moderno
– A produção experimental
– Horror e Boca do Lixo
– Ficção científica e ecodistopias
– Fantasia e o folclore
– Possibilidades do fantástico brasileiro
– A comédia fantástica
– Filmes para vídeo e produções das beiradas
– A produção contemporânea

Boca do Lixo, um panorama histórico, Cinesesc

Curso Boca do Lixo, um panorama histórico, Cinesesc, dez/2016

Carga horária: 12 horas

Proposta: Apresentar o cinema realizado na Boca do Lixo paulistana, através de um panorama histórico, abordando os cineastas e seus filmes, os modelos de produção e os contextos histórico e mercadológico, entre outros. Geograficamente, a Boca do Lixo está situada no centro de São Paulo, vizinha à estação da Luz. Nos anos 1950, recebeu esse nome por ser pauta das crônicas policiais da cidade. A proximidade com as estações ferroviárias atraiu o cinema. Era muito mais barato manter uma distribuidora e/ou produtora em um local com fácil acesso a tais estações, para o transporte das cópias dos filmes. A partir dos anos 1960, a Boca se tornou o principal polo produtor cinematográfico do país, congregando produtores, técnicos, diretores, atores e intelectuais nas cercanias da Rua do Triumpho. Berço do chamado Cinema Marginal e responsável por uma grande variedade de filmes de gênero, quase sempre com apelo erótico, a Boca do Lixo frutificou em questão de público e bilheteria, mas naufragou quanto às avaliações críticas. A Boca continuou produzindo filmes populares, de baixo orçamento e sem verbas estatais até o final dos anos 1980, quando já estava dominada pelo cinema de sexo explícito.

Assuntos abordados:

– A Boca do Crime
– Formação da Boca do cinema
– O pioneirismo da Cinedistri
– Cinema Marginal
– Formação profissional da Boca
– Modelo de produção dos filmes populares
– Cinema erótico
– O termo pornochanchada
– Os gêneros cinematográficos
– Censura na Boca do Lixo
– A Boca do sexo explícito

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora